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MAYA

Dá um trabalho danado

Fingir que eu não me importo


Fingir que eu não sou louco por você

Dá um trabalho danado

Fingir que eu suporto


Suporto ficar longe de você

Meu coração não vai

Suportar ficar longe de você

Meu peito só não vai

Suportar ficar longe de você

Minha alma só não vai

Suportar ficar longe de você

 

Dá vontade de gritar com todo meu amor

OLHO DELA

Eu canto assim

com prego na garganta pra me libertar

Eu vejo que

a vida se divide em vida e ilusão 

Abraço que

ferida de saudade veio pra curar

Aceito que

o homem não dá conta  de sua solidão

Que agora é pra valer

 

Me finca as unhas na pele seca

Me tira da gaveta

Me espalha pelo chão

Me finca as unhas na pele seca

Me tira da gaveta

Me espalha pelo chão amor

 

Eu tava só

Me perdendo pela estrada

Não via nada

Quando deparei com ela

 

Foi Daniela

Me levando pela escada

E eu via a estrada

Na barra do olho dela

TATU

Eu fui numa festa

Nas vilas de lá

Madalena, Olímpia

Aurora, Clarice ou Mariana

Eu fui numa festa

Pra me aliviar

De tá tu aí tão longe de mim

Madruguei por lá

Ai tatu, tá

 

Ai, Tatu, tá tudo muito louco 

Todo desmantelo é pouco


 

Eu fui numa festa

Nas vilas de lá

Madalena, Olinda

Aurora, Clarice ou Itamaracá

Eu fui numa festa

Pra me aliviar

De tá tu aí

Já com outro alguém

Madruguei por lá

AREIAS DE JERI

Meu coração transparente

Flecha zunindo e eu parado

Serpente canta ao meu lado

Repente e eu hipnotizado por teu amor

 

Cavalo de couro

Carranca sem dente

Boneco besouro

Sertão cariri

 

Procurei pelo teu rastro

Nas areias de Jericoacoara

 

Meu coração transparente

Flecha zunindo e eu parado

Serpente canta ao meu lado

Repente e eu hipnotizado por teu amor

 

Descendo a R ebouças

Rodei parafuso 

Peguei-me confuso

Sem ter pra onde ir

 

Te procurei de São Paulo

Às areias de Jericoacoara

capricorniana

De capricórnio ela quer ser do mundo

Ela quer ter de tudo, ela quer ter razão

 

de vez em quando, quando lhe interessa

me recebe em festa com satisfação 

 

Na nossa casa, no suor da noite

Num dançar de açoite me deixa no chão 

 

De madrugada, gata acesa arranha

Com olhar de castanha, dominando o cão

 

Se não diz que me ama é capricorniana 

 

E se ferve na cama ela é ariana

Se o ciúme é sina acho que é taurina

Se perde e se encontra é geminiana

De bom gosto é virgem perfeita menina

 

Se a lua é perto ela é pisciana

Sagitário é doce como tubaína

Se chora por nada é canceriana

Se mora no espelho ela é leonina

 

Se é de aquário é dura como um pé de cana

Se de libra, é curva como serpentina

Se o beijo é ferrão é de escorpião 

Se não diz que me ama é capricorniana

samba coração

Queria ser mais leve

pra de leve poder te amassar

Tristeza não foi feita

pra morar dentro do coração

Seria um mentiroso

se você chegasse a perguntar

E eu dissesse que não

chegou a machucar

 

Bobeira é tentar não dizer que te amo

Bobeira é tentar não gostar de você

Nem mesmo sabendo 

que leves teus passos caminham

Sedentos por outros abraços

Engulo meu choro querendo te ver

 

Bobeira é tentar não cantar que te amo

Bobeira é tentar não pensar de você

Nem mesmo sabendo

que queres teus passos

Por longos caminhos e outros abraços

Engulo meu choro querendo te ver

DRAMA

TAGORE FEAT. BOOGARINS

Do que vale o sol aparecer

Se você não vem me procurar?

 

Do que vale o tempo, sem te ver?

Mesmo sendo drama, eu vou cantar

 

Tou começando a enlouquecer

tou esquecendo de me amar

meu coração vai endurecer ou me entortar

 

Seu olhar tem som de amanhecer existir

Já vira se jogar

Soma o intenso dentro de você

Infinito dramaticular

Tou começando a enlouquecer

Tou esquecendo de me amar

Meu coração vai endurecer

Ou me entortar

ESPAÇO-TEMPO

Por uma fração de instante

Tudo ao redor era fluído

O etéreo abraço quântico estrelado

Salpicava água nas pétalas murchas 

Pra ver se o milagre era sonho

Se as palavras escolhidas a dedo

Eram tão confusas quanto o improviso

Teu sorriso gritava tanto

Eu nem percebi que tava tão alto

Lembrei dos tempos em que o mar

Era nossa segunda casa

Bastava a terra, nós

E a sensação de deriva

Para que ficasse pequeno 

Aquilo que não era sonho

Para que se soubesse

Que não existem lados

Ou seria tarde?

Hoje é quando?

 

Passa o tempo sem você

Me dissolvo em solidão

Me destruo sem razão de ser

Mais que o tempo sem você

Mais que um muro de ilusão

Mais que tudo sem razão de ser

 

Pra florescer em meio as cinzas

Andar e ser 

Maior que a sombra e o poço

E ver com a fé

A dor ensina, meu bem

 

Foi tão difícil entender

Que a dor ensina

Mais rápido que os livros

Ou a fé

Mais um café e virou rotina

Não há de ser

Nada há de ser



 

Olhos de Horizonte 

Em rosto de seda

Todos os grãos de areia

Em um só pé

O outro levanta e aceita o vento

O pescoço gira e conhece tudo

Receitas carecem porções

Pequenos trajetos em grandes balões

Surya de todas as auroras e crepúsculos

São fios de terra teus músculos